quarta-feira, 25 de maio de 2011

A Outra


 Título original: The Other Boleyn Girl
 Ano: 2008
 Produção: EUA e Inglaterra
 Idioma: Inglês
 Direção: Justin Chadwick
 Elenco: Scarlett Johansson, Natalie Portman, Eric Bana, Ana Torrent
 Duração: 115 minutos
 Época tensa. Assuntos tensos. Pessoas tensas. Filme tenso. Tenso é bom dependendo pra onde o filme te leva. Já tinha ouvido falar desse filme, mas nunca me despertou desejo de assistí-lo. Estava no Rio sem fazer nada, o filme passou na Fox e resolvi assistir quando percebo que o filme além de ótimo me serve até de complemento acadêmico. Todos sabem que quem dividiu a Igreja Católica de Protestante foi Lutero com a reforma protestante na Alemanha. Na época, a Inglaterra permaneceu fiel à Roma. Mesmo a Igreja Católica quanto a Luterana não permitiam o divórcio, dessa forma então o rei Henrique VIII no desejo de se separar da rainha, rompe com Roma e o Papa e "cria" a Igreja Anglicana permitindo então o divórcio e tornando a Inglaterra uma potência protestante (Da Igreja Anglicana saiu a Metodista e da Metodista saíram todas as igrejas evangélicas que existem hoje). Só que não sabemos os detalhes do motivo de Henrique VIII ter feito isso. É aí que entra o nosso filme.

Vou resumir. Ana e Maria Bolena são irmãs que foram convencidas por seu pai e tio ambiciosos a aumentar o status da família tentandoconquistar o coração do rei Henrique Tudor. O rei precisava de um filho, já que a rainha Catarina já não podia engravidar. Maria então consegue dar a luz a um menino, mas o rei, envenenado e embriagado de desejo por sua irmã, Ana, repudia Maria e o bebê alimentando, então, uma paixão com Ana. O que o rei não sabe é que Ana é mais esperta e mais ambiciosa que a irmã. Não se entrega ao rei enquanto ele não prometer casar com ela. Dessa forma o rei enlouquece virando de pernas pro ar o país só pra poder levar pra cama a jovem Ana. Acusam a Rainha Catarina de crimes que não cometeu e o rei consegue então seu divórcio cortando relações com Roma e o Papa. Se casa com Ana mesmo contra a vontade da corte e do povo britânico e a engravida de uma menina.
Ana começa a enlouquecer com a vontade de ter um filho homem e de manter Henrique apenas seu. Após sofrer um aborto ela conta com o apoio e confiança das duas pessoas que ainda lhe restam: Sua irmã e seu irmão mais novo. A idéia de Ana é esconder de todos o seu aborto e engravidar de seu próprio irmão. Maria os abandona e foge para casa. Ana convence seu irmão, mas não conseguem realizar o ato. O azar deles vem, de vez, com a amante do rei que os espia e conta tudo para a corte e para o rei. Sem saber que eles não chegaram a se deitar a corte os condena de crime de incesto e traição levando os dois a morte. O povo festeja a morte da sua rainha, por mais absurdo que isso possa parecer ao mundo de hoje, onde as rainhas são idolatradas. O rei decide então não ter mais filho nenhum passando o poder para a filha que Ana lhe dera: Elizabeth. Ancestral da Rainha Vitória, do Rei George VI (O Discurso do Rei) pai da atual rainha Elizabeth II.
Conhece aquela frase, "Por trás de um grande homem há sempre uma grande mulher"? Esse filme exemplifica isso e mais: O que um homem não é capaz de fazer pra satisfazer uma mulher. Posso dizer que Eric Bana fica apagadinho perto da atuação de Johansson e principalmente de Natalie Portman que arrebenta no papel. A direção do filme é muito boa, com destaque pro figurino impecável e fotografia deslumbrante. Eu recomendo esse filme mesmo se você é daquele tipo que não gosta de filme "parado", pois a trama do filme é tão tensa que envolve até a produção de ácido gástrico no seu estômago.


Nome do Autor

Sobre o autor

Leo Jansen
Músico, Artista, Carioca, Daltônico, Nômade, Ex-cabeludo, Seminarista, Bloguero do Barco a Remo e é claro, Cinéfilo. Perfil Completo

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

0 comentários:

Postar um comentário