quarta-feira, 18 de maio de 2011

Man in the Chair

Título: Man in the Chair
Título Original: Man in the Chair
Ano: 2007
Direção: Michael Schroeder
Produção: EUA
Idioma: Inglês
Elenco: Christopher Plummer, Michael Angarano, M. Emmet Walsh, Robert Wagner

Um excelente, embora desconhecido filme. Nem título em português tem, logo, creio que não saiu nos cinemas por aqui. Minha coluna é sobre os clássicos, mas trago como primeiro post um filme atual e ao mesmo tempo clássico, pois ele mexe com essa coisa. O que gostei é o fato de ser um filme sobre um filme e sobre filmes. O filme se passa na Cidade dos Anjos, em meio ao cenário de Hollywood e esse clima cinematográfico.
Man in the Chair conta a história de um jovem e um velho. Coisa bem Hollywoodiana de se trabalhar. Quem já tem muita experiência e quem não tem nenhuma aprendendo um com o outro.

Flash Madden (Christopher Plummer) é um antigo técnico de luz e eletricista de um estúdio em Hollywood. Conhecido por ter trabalhado em Cidadão Kane e diversos clássicos. Aposentado, cansado e sem família, ele vive no lar dos idosos do sindicato dos empregados de estúdios de filme. Levando uma vida de vícios na bebida, ranzinza e solitário, ele só espera a morte chegar.


Cameron Kincaid (Michael Angarano) é um adolescente prestes a completar 18 anos que mora com a mãe e o padrasto, cuja relação é terrível. Por não conhecer seu pai, que abandonou a família, e não ter nenhum exemplo, ele acaba se tornando bem imprudente, rebelde e sem juízo. Arruma brigas, confusões e chega a assaltar um carro só por ser uma réplica exata de Christine, O Carro Assassino e acaba sendo preso. Coisa que percebemos que acontece sempre e sua mãe precisa pagar a fiança para retirá-lo. Só que Cameron é um adorador de filmes antigos e cinema clássico e tem o sonho de se tornar um Diretor. Cameron frequenta o mesmo cinema que o velho Flash. Um lugar onde só passam filmes antigos. Lá eles se conhecem e Cameron começa a perseguir o velho Flash para poder pedir sua ajuda em seu projeto de filme para um concurso de cinema na escola. Flash, então, passa a ensinar e mostrar tudo de cinema e filmes para o garoto. Ensinando desde a forma de assistir um filme até como realizá-los.
Ao perceber a dificuldade do jovem Cameron para elaborar o seu tema, Flash decide apresentá-lo para Mickey Hopkins (M. Emmet Walsh), lendário roteirista de filmes, dono de diversos prêmios.
Mickey é da época de Flash e vive num asilo mais abandonado ainda do que Flash, sem estrutura, limpeza e qualidade de vida para os velhinhos. Chocado com a forma de vida de Mickey, Cameron desiste de seus temas atuais para fazer um documentário sobre o abandono e a precariedade dos asilos e lares de idosos. Cameron apresenta à Mickey o Google (cena hilária do filme) e juntos começam a trabalhar no filme. Enquanto isso, Flash junta sua velha equipe de funcionários de estúdios para ajudar a fazer o filme do jovem.
No meio da realização do filme, acompanhamos as dificuldades de relacionamento e sofrimentos de ambos os personagens. Cenas maravilhosas como a de Cameron procurando sua mãe pra dizer que ele nunca a abandonaria ainda comovido com a história dos asilos; Flash dando umas lições ao padrasto de Cameron, pois ele consegue ver no cara uma projeção do seu eu jovem: agressivo e ranzinza. O que não o levou à nada e nem lugar nenhum.
Este lindo filme prega os bons costumes perdidos por uma sociedade onde pensa que as pessoas são recicláveis, onde somente o novo importa. No final do filme vemos Flash obrigar Cameron a manter uma promessa:
"Quando estiver sentado na cadeira, nunca se esqueça de pessoas como nós, que valorizamos o valor das pessoas mesmo sendo velhas sem deixar de acreditar na força da juventude. Nunca se esqueça de nós, nunca se esqueça de quem te colocou na cadeira."

Recomendo o filme à TODOS, quem gosta de cinema então vai se acabar e querer ver de novo ainda! A fotografia do filme é sensacional. A edição juntamente com efeitos e câmera dão um toque moderno e ao mesmo tempo de glamour no filme. Digo juntamente porque os 3 fizeram uma fusão perfeita! A câmera é muito boa em todas as cenas, mas em algumas se não fossem os efeitos e a edição não teria a menor graça. Não preciso falar que o Christopher Plummer dá um show não é? Emmet Walsh também, mas os dois mesmo sendo monstros do cinema não apagam o garoto que também é muito bom.
Destaque para duas cenas que entraram nas minhas preferidas: A cena da libertação dos cachorros, e a da pintura do nome de Flash na calçada da fama. Emoção pura ^^
O filme foi indicado a 9 prêmios não tão famosos ganhando 8, vale a pena ressaltar isso. Fique com o trailer dessa peça rara de Hollywood:


Nome do Autor

Sobre o autor

Leo Jansen
Músico, Artista, Carioca, Daltônico, Nômade, Ex-cabeludo, Seminarista, Bloguero do Barco a Remo e é claro, Cinéfilo. Perfil Completo

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